Tap Master Mondrian faz 1 ano!

Em Maio de 2015 o Tap Master completa um ano desde o lançamento nas plataformas Windows Phone 8 e Android (iOS acabou saindo cerca de 1 mês e meio depois), e me parece ser uma boa oportunidade para falar um pouco mais sobre como foi o processo que levou à criação do jogo, como algumas decisões foram tomadas, e até mesmo por que fizemos esse jogo. Por que alguém faz um jogo, afinal de contas, ou um livro, ou um filme?

Sem entrar muito no existencialismo da coisa, acho que o que eu tirei de mais valioso dessa experiência foi a importância de chegar ao final do processo que começa quando você tem uma idéia, conseguir concretizar e evoluir essa idéia de maneira realista e, mais importante ainda, concluir essa idéia. Ter uma idéia em sí é a parte mais fácil, mas não interessa quão genial ela seja, ela não vale nada se não for concretizada de alguma forma.
Eu sempre tive dificuldade com isso, e por mais que o Tap Master seja um jogo simples, o sentimento de colocar uma idéia no papel e depois ver ela nos celulares de pessoas do mundo todo é algo incrível pra mim. Nesses 12 meses desde o lançamento, o Tap Master teve pouco mais de 70 mil downloads, o que no mercado mobile mundial não é um número muito expressivo, mas pra alguém que cresceu numa cidade de 24 mil habitantes, saber que 3 vezes esse número de pessoas ao redor do país e do mundo jogaram algo que eu fiz e que de alguma forma eu me comuniquei com essas pessoas que eu nunca vi e nunca vou conhecer, é algo que me deixa extremamente feliz e realizado.

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Primeiro rascunho da idéia

Motivação

Nós estávamos trabalhando em outro jogo (ainda não finalizado) quando surgiu a idéia do Tap Master, e por mais clichê que possa soar, a idéia surgiu da necessidade de algo simples, tanto em conceito quanto em execução.
Eu costumo jogar no celular só quando estou no ônibus, em alguma fila, ou esperando pra ser atendido em algum lugar, e acredito que esse seja o caso pra maioria das pessoas também. Um dia percebi que estava acumulando no celular vários jogos que pareciam incríveis, mas eu nunca jogava, como Sword & Sworcery, Silent Age e Max Payne.
Por quê? Uma coisa que todos tinham em comum era que eles pareciam carecer de muito comprometimento e atenção, precisavam de duas mãos para jogar, tinham histórias elaboradas e em alguns casos tinham aqueles avisos pretensiosos que me mandam jogar com fone de ouvido para ter a experiência adequada. Então eu sempre acabava deixando eles pra uma outra hora, quando eu pudesse dar mais atenção pra eles (nunca, porque eu só jogo no celular nessas situações), e acabava jogando algo mais simples, que na época provavelmente era um joguinho excelente chamado Eighty-eight.

Foi aí que percebi, pela própria prática como usuário, a importância de fazer um jogo que faça sentido na plataforma, e decidi tentar fazer algo que fosse específico pra mobile: partidas rápidas, conceito simples e intuitivo, e que possa ser jogado só com uma mão. Esses foram os pré-requisitos para o que veio a ser o Tap Master Mondrian.

Como esse post já está meio longo vou deixar pra continuar na semana que vem, falando um pouco mais sobre o conceito do jogo e como o Alberto conseguiu transformar um protótipo feio em um video game com conceito artístico.

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